Categoria: Ansiedade

FOMO: como driblar o medo de ‘estar por fora’

O sentimento constante de estar perdendo algo interessante é comum no mundo digital, mas não deve ser encarado como algo normal no nosso dia a dia

Todo mundo está se divertindo, compartilhando risadas e histórias, várias fofocas rolando… Mas, por algum motivo você não está lá. Sentimento estranho, né? Não é inveja, talvez seja um pouco de ciúmes misturado com frustração e preocupação. E isso tem nome e sobrenome: a síndrome de FOMO, o fear of missing out.

O “medo de perder” (tradução aproximada para o português) geralmente acontece quando as pessoas não se veem fazendo parte de uma experiência coletiva recompensadora. Experimentar o FOMO provoca uma sensação de inferioridade e ansiedade.

Esse fenômeno psicossocial é característico da era digital e, inclusive, ganhou espaço de discussão nas redes sociais. O constante consumo de informações, o compartilhamento de experiências, vivências e eventos deixam as pessoas em estado de alerta sobre o que poderiam viver.

A síndrome do FOMO pode até colocar em xeque as próprias vontades e escolhas dos indivíduos: ir para uma festa de família mas se sentir estranho por não ter saído com os amigos, estar super cansado e mesmo assim sair de casa para não perder uma experiência, gastar dinheiro que não tem para participar de algum evento específico, e por aí vai.

Por causar uma espécie de ansiedade, o medo da perda provoca sintomas e interfere na rotina das pessoas. Um deles é a dificuldade de concentração, já que a mente está focada naquilo que está sendo perdido, prejudicando o que de fato está sendo feito pela pessoa.

“Outro sintoma causado pelo FOMO é uma inquietação constante que leva ao uso excessivo de mídias sociais e que acaba por gerar uma frustração de não conseguir participar de algo”, diz Alessandra Chrisostomo, psicóloga e professora no curso de Psicologia na Universidade Guarulhos (UNG).

O papel das redes sociais na síndrome

Publicado em 2022, um estudo feito no Centro Universitário FIPMoc (UNIFIPMoc) investigou a prevalência de FOMO em estudantes universitários. Através de uma pesquisa quantitativa com amostra de mais de 300 respondentes, os resultados apontaram que os alunos que acessam com mais frequência redes sociais (como Whatsapp e Instagram) possuem alto FOMO, em comparação a outros estudantes com menor presença online.

“Observou-se ainda que os estudantes sentem FOMO quando não se checa as redes sociais e também o sentem mesmo quando as podem acessar, enquanto estudam ou trabalham, quando se está sozinho e mesmo acompanhado”, comenta Gustavo Souza Santos, professor da UNIFIPMoc e um dos autores do estudo.

Eles mostraram que a faixa etária não é determinante para a síndrome, mas pode indicar disposição para as pessoas nativas digitais, que estão constantemente nas redes sociais. Por consumirem mais informações, são vulneráveis ao sentimento de estar perdendo as experiências sociais que estão sendo publicizadas nas diferentes plataformas.

“As redes sociais estão configuradas como plataformas de geração de informação e conteúdo em altos níveis. Níveis estes humanamente impossíveis de se acompanhar e dar conta. E como os sistemas e métricas de publicações publicizam experiências agradáveis e recompensadoras, os indivíduos se veem imersos em um conjunto de dados do qual não conseguem escapar”, diz Gustavo.

Como impor limites no seu FOMO

Outro termo que também se popularizou na web é o JOMO, joy of missing out (alegria de ficar de fora), que celebra a satisfação de respeitar os próprios limites, viver no momento e dar um passo de cada vez. O que fazer para sair do medo e ir para a alegria?

Para superar o sentimento de FOMO, é preciso adotar estratégias. A psicóloga Alessandra Chrisostomo dá algumas dicas.

Primeiro, identifique o seu medo da perda, depois, procure viver o momento presente em atividades que não envolvam o mundo digital. Estabelecer limites de tempo para o uso das redes sociais e evitar o excesso de exposição digital ajuda a manter a mente na rotina e nas suas necessidades.

É importante direcionar a atenção para si, valorizar conquistas e crescimento pessoal, identificar momentos de descanso e de lazer. Foque em você ao invés de prestar atenção no que os outros fazem. Tudo tem o seu momento e, talvez, o que o outro faz não seja aquilo que você deseja.

“Priorize também o cultivo de relações reais, passando mais tempo com amigos e familiares. Essas atitudes contribuem para uma melhor organização do seu tempo, conexões mais significativas e uma vida mais equilibrada e feliz”, indica Alessandra.

Matéria extraída de um artigo meu da revista Vida Simples

Ocupar-se sim. Preocupar-se não. Como lidar com a ansiedade e administrar melhor seu dia a dia

Como seres humanos, somos dotados com inúmeras capacidades, habilidades e aptidões. Porém em diversos momentos e fases da nossa vida, passamos por problemas, conflitos e medos, que nos causam insegurança, ansiedade e preocupações.

Muitas vezes sofremos por situações que vivemos no passado, e na maioria também nos angustiamos por coisas que ainda não aconteceram, e que encaramos como problemas e trazemos para o nosso presente, e então o contaminamos e mergulhamos em um universo de conflitos, pensamentos acelerados e sofrimento.

E para vivermos bem, precisamos resgatar a nossa PAZ, e nosso estado de equilíbrio, e para isto novas programações mentais e pensamentos automáticos negativos precisam ser modificados por pensamentos positivos.

Torna-se fundamental para mudar todo este ciclo de auto violência, trabalharmos nossas crenças, transformar crenças limitantes em crenças fortalecedoras, mudar nosso mindset, ou seja, mudar a configuração de nossa mente, que determina nossos pensamentos diários, sentimentos e comportamentos.

Para atingir o sucesso de verdade, e se feliz de verdade, é necessário se conhecer melhor, e para isto conhecer nossa configuração mental, e se preciso reconfigurá-la para um modo mais positivo.

E desta forma, descobrir o tesouro que existe dentro de cada um de nós!!!

Ajude seu filho a encontrar novos amigos

Ansiedade é algo que existe na vida de todos,  e  em nível moderado pode até ser utilizada de forma positiva, como um estímulo, algo que nos impulsiona para a ação, que nos ajuda a agir, a operacionalizarmos frente às oportunidades da vida. No entanto, quando a ansiedade atinge um estágio em que te oprime mentalmente e fisicamente, e afeta sua rotina normal da vida, você precisa da ajuda de um psicólogo clínico.

Leia Mais

Trate a ansiedade para ter um futuro melhor

Anxiety is something that exists in everyone’s life to a certain extent, and in a way it is medically known to be helpful as well. Because, anxiety helps us stay alert and be reactive to our circumstances, whether joyful or painful. However, when the anxiety reaches the stage where it overwhelms you mentally and physically, and affects your normal routine of life, you need the help of a clinical psychologist.

Leia Mais

Quanto vale a companhia do seu pet?

Estudo aponta que vínculo com um animal de estimação é como ganhar R$ 530 mil por ano. Para especialista, pesquisas do …

Como ter Segurança e Liberdade em um mundo complexo e em constante mudanças?

Inicio minha reflexão, a partir de uma citação do célebre sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman : “Para …

FOMO: como driblar o medo de ‘estar por fora’

O sentimento constante de estar perdendo algo interessante é comum no mundo digital, mas não deve ser encarado como algo …